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terça-feira, fevereiro 12, 2013

Homossexualidade: Genético ou Ambiental?

Dois extremos de uma questão

A entrevista do pastor Silas Malafaia no programa "De Frente com Gabi" deu o que falar. O tema que mais despertou polêmica – e a indignação da jornalista Marília Gabriela – foi o casamento de homossexuais e a adoção de crianças por “casais” gays. Malafaia, que também é psicólogo, afirmou que ninguém nasce homossexual, sendo a homossexualidade um comportamento adquirido.

O biólogo Eli Vieira mais do que depressa postou um vídeo em seu canal no YouTube tentando refutar as ideias do pastor psicólogo. Doutorando em genética evolutiva molecular na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, Eli afirma: “Posso garantir, com base em literatura farta, que, sim, existe uma contribuição dos genes na manifestação da orientação sexual. Isso não é passível de ser negado mais, já se acumulam muitos estudos sobre essa relação. A genética está dizendo que quando um gêmeo é homossexual o outro também é, e a chance aumenta conforme aumenta o parentesco entre eles, isto é, a similaridade genética entre eles. Como a genética não tem nada a ver com a orientação sexual, Silas Malafaia?”

Malafaia respondeu:

“Toda a argumentação que Eli Vieira apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria genética. É igual à teoria da evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada. Não existe ordem cromossômica homossexual, só de macho e fêmea. Não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas. Se Eli quiser saber mais, leia o livro "Nascido Gay?" de Dr. John S. H. Tay, que tem mestrado em Pediatria e dois doutorados: um em Genética e outro em Filosofia. Ele diz que entre os gêmeos idênticos - 35% que é homossexual, o irmão é heterossexual. Logo, conclui-se que geneticamente não se nasce homossexual, e o fator externo, do ambiente, é fundamental para determinar isso. Preferência aprendida ou imposta. Ou todos teriam de ser homossexuais ou todos teriam de ser heterossexuais no caso de gêmeos univitelinos”

A ciência não comporta “achismos”

Autoridade reconhecida no campo da genética, a Dra. Mayana Zatz, em sua coluna da revista Veja, deixa claro que a suposta origem genética da homossexualidade não pode ser demonstrada cientificamente. Ela diz:

“Embora em minha opinião exista uma predisposição genética para um comportamento homossexual, pesquisas científicas que provem isso na prática são muito difíceis de serem realizadas com seres humanos porque não há como analisar comportamentos de pessoas sem levar em conta o ambiente em que vivem ou foram criados. Além disso, o fato de pessoas com comportamento homossexual não procriarem dificulta a definição de um padrão de transmissão genética entre gerações. Estudos de gêmeos idênticos que foram separados ao nascer e criados por famílias diferentes poderiam potencialmente trazer informações importantes. Por exemplo, se a concordância (preferência sexual) entre eles for igual à de gêmeos criados juntos, isso apontaria para uma predisposição genética. Entretanto, estudos como esses são difíceis de serem realizados na prática porque requerem amostras muito grandes para terem uma comprovação estatisticamente significante. Reitero que, ainda que eu pessoalmente acredite que possa haver uma influência genética para a homossexualidade, ainda não existe uma comprovação científica.”

Para o Dr. Marcos Eberlin, da Unicamp, diz que tanto Silas Malafaia e Eli Vieira, estão errados. “A verdade é que ninguém sabe. Não há como se ter certeza. Há variáveis demais e amostragem de menos”, diz o cientista. Comentando a opinião da Dra. Mayana, Marcos diz:

“Ela acha, com base em seu viés naturalista, que é a homossexualidade é um ‘assunto’ do corpo; eu acho com base no meu viés que é essencialmente da alma; mas a ciência não comporta ‘achismos’, e aqui, incapaz, se cala.”

Os cristãos entendem que o ser humano tem uma tripla natureza – física, mental e espiritual. Referir-se ao ser humano como uma criatura apenas comportamental ou genética é um reducionismo exagerado. Tudo deve ser levado em conta e, assim, mais variáveis são adicionadas.

Artigo de Michelson Borges, jornalista, mestre em teologia e editor do blog Criacionismo (Fonte: Observatório da Imprensa)

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