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sexta-feira, agosto 30, 2013

Wemerson Lima Vieira chora a perda do irmão (Piauí)

Wemerson Lima Vieira, gêmeo da vítima, Weberson Lima Vieira

Rapaz de 23 anos tem traumatismo craniano ao receber descarga elétrica em Teresina (Piauí). Vítima estava em uma Praça do Bairro Jóquei quando levou o choque. O acidente aconteceu nesta quinta-feira (29).

Foi impossível conter a emoção. O garçom Weberson Lima Vieira, 23 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira vítima de descarga elétrica. Após o velório e enterro nesta manhã, familiares e amigos participaram do Jornal do Piauí. Eles querem, pelo menos, uma explicação sobre o que aconteceu. A vítima jogava futebol com amigos por volta das 2h00 da madrugada de ontem quando encostou em um poste de iluminação, sofreu choque, e morreu. O Samu chegou a ser acionado, mas o garçom morreu no local.

Franklin Batista
"Ele sempre jogou bola a noite. O horário era que dava pra reunir todo mundo, vários garçons, de saída do trabalho. No dia, a bola já tinha caído várias vezes do outro lado da quadra e outros tinham ido pegar. Na vez dele, ele pegou numa galha e no porte. Ele chegou a ficar grudado no poste. Pensamos que era brincadeira, mas ainda faltou luz e ele caiu no chão já morto", relembra o amigo, e também garçom, Franklin Batista.


Além do irmão gêmeo, Weberson deixou esposa e uma filha. A criança completa 1 ano de idade no próximo dia 3 de setembro. O garçom já organizava para a festa de aniversário da menina que seria momento de reunir amigos e se confraternizar.

João Vieira, pai dos gêmeos
"Estamos revoltados porque esta não foi a primeira vez que soubemos de pessoas sofrendo choques na área da quadra. Já aconteceu com outro amigo nosso. O poste era enferrujado. Mas a revolta mais é porque ninguém se responsabiliza. Ficam jogando o caso de um lado para o outro", desabafa o irmão gêmeo, em prantos, Wemerson Lima Vieira.

A família conta, ainda, que não decidiu que providências tomar. A morte está muito recente e eles querem, pelo menos, uma resposta sobre o caso. O pai do garçom fala, também, que vai lutar para minimizar as ocorrências de descargas elétricas pela cidade.

"Primeiro queremos saber a responsabilidade sob o terreno. Estamos precisando de uma resposta. Se aconteceu com ele poderia acontecer com outras pessoas. Essa não é a primeira vez que acontece isso na cidade: todo mundo sabe. Mas se não acontecer mais, já é um consolo", diz o pai dos gêmeos, João Vieira.

Por Lívio Galeno / CidadeVerde.Com / Fotos: Evelin Santos

Obs: Compadeço-me da perda da família, especialmente da dor de Wemerson. Este tipo de notícia me deixa sempre com o coração pequeno...Orarei por todos.

quinta-feira, junho 13, 2013

Hospital é julgado por desaparecimento de feto em Marília (SP)

Hospital é condenado a pagar R$ 100 mil por desaparecimento de feto em Marília, interior de São Paulo.

O hospital universitário da faculdade de medicina de Marília, interior de São Paulo, foi condenado a indenizar em R$ 100 mil uma mulher por ter perdido o corpo de uma criança que nasceu morta. A mãe, grávida de gêmeos, adiantou o parto depois que foi constatada a morte de um dos bebês ainda na gestação durante um exame pré-natal.

O procedimento, realizado no hospital universitário, foi bem-sucedido e a outra criança nasceu saudável, mas o feto morto foi encaminhado para exames em um laboratório sem autorização da mãe e desapareceu. Com isso, ela não pôde fazer o sepultamento do filho. O hospital também não entregou o atestado de óbito, impossibilitando o registro civil do natimorto.

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu direito à indenização por danos morais, mas reduziu o valor da indenização, que poderia chegar a R$ 4 milhões, se somadas os juros, verbas honorárias, correção monetária, custas e despesas processuais. (Estado de Minas / Foto Ilustrativa)

quinta-feira, junho 06, 2013

A Ex-Ronaldinha, Viviane Brunieri, teve gêmea sobrevivente!

(Viviane Brunieri usa experiência de vida para evangelizar / Foto Ivair Vieira Jr)

Ex-Ronaldinha, hoje evangélica, diz que fez pornô por dinheiro e vingança. Viviane Brunieri se envolveu com drogas e prostituição antes da conversão.

Conhecida por ter namorado o craque de futebol Ronaldo Nazário, Viviane Brunieri, hoje missionária evangélica, usa sua experiência de vida como exemplo de superação para pregar e ensinar jovens atletas a não se envolverem com as chamadas marias-chuteiras. Em entrevista exclusiva para o G1, Viviane conta como se envolveu com drogas, prostituição, com a máfia japonesa e o mundo dos filmes adultos, esse último por dinheiro e vingança.

Apesar de ter nascido em Jundiaí (SP), Viviane passou a maior parte da infância e adolescência em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Nessa época, competia como atleta de bodyboarding e participava de concursos de beleza, até que foi para o Japão, aos 15 anos, reencontrar a mãe que não via há cinco.

Viviane conta que o relacionamento com o craque foi rápido e durou apenas 10 meses. Depois do rompimento, Viviane conheceu Nádia, também ex-namorada de Ronaldo, e surgiu a ideia das Ronaldinhas. "A princípio, queríamos montar um programa de futebol. Nós gravamos um piloto e levamos a vários lugares, até que surgiu o convite para posarmos juntas na Revista Playboy. O nome 'Ronaldinhas' foi ideia de um fotógrafo. Fomos capa em 13 países e então veio a dupla musical, em 1998. Nessa época tive minha independência financeira, foi assim até o ano 2000, quando veio a morte do meu pai e me vi sem chão.

Logo depois, conheci o pai da minha filha, que era DJ. Engravidei de gêmeas, mas só uma menina nasceu. Foi por Deus que eu consegui me livrar de todo o mal que estava sobre minha vida. Ser cristão é muito mais do que frequentar uma igreja. Eu vivi no meio de gente que tem milhões, mas nada traz essa paz", conclui Viviane Brunieri.

A entrevista completa cedida ao repórter Ivair Vieira, você lê na íntegra no G1.

quarta-feira, abril 17, 2013

José Diego Rivera e Carlos María Rivera

(José Diego Rivera e a mulher Frida Kahlo)


José Diego Rivera, um dos maiores pintores mexicanos, de origem judaica, nasceu dia 08 de dezembro de 1886 em Guanajuato e faleceu dia 24 de novembro de 1957, em sua casa, na Cidade do México, atualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera.

Desde criança sempre quis ser pintor e na fase adulta, após estudar pintura, participou da Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, partindo para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudos, onde ficou de 1907 até 1921. Em 1930 foi para os Estados Unidos, onde permaneceu por quatro anos, pintando vários murais, inclusive no Rockfeller Center, em Nova York.

Rivera foi casado quatro vezes.
1ª esposa, Angellina Belwoff, com quem teve um menino.
2ª esposa, Guadalupe Marín, com quem teve duas filhas.
3ª esposa, Frida Kahlo, a mais famosa, falecida em 1954.
4ª esposa, Emma Hurtado.

Filhos de Diego Rivera e María del Pilar Barrientos, José Diego era gêmeo sobrevivente. Seu irmão, Carlos María, faleceu com um ano e meio de idade.

terça-feira, abril 02, 2013

Luis Henrique Rodrigues Cutrim era gêmeo

(Henrique Cutrim ao lado do pai, deputado Raimundo Cutrim)

Filho do deputado Raimundo Cutrim é encontrado morto

Encontrado morto nesta segunda-feira (1/04) o filho do deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Estado, Raimundo Cutrim, Luis Henrique Rodrigues Cutrim. O corpo dele foi encontrado pela secretária, dentro de casa, no bairro do Vinhais, em São Luis, Maranhão.

Segundo peritos do Icrim, a causa da morte foi insuficiência respiratória. "Encontramos uma espuma muito característica de morte por insuficiência respiratória, que sai pela boca e pelo nariz. A combinação de medicamentos e álcool, além de substâncias encontradas na casa, pode ter provocado o quadro. As substâncias serão periciadas. Estamos descartando a hipótese de suicídio".

De acordo com a delegada Katherine Silva, os celulares do ex-candidato a vereador foram apreendidos e serão analisados para que de alguma forma possam ser encontradas pistas sobre a morte do jovem. O caso é investigado pelo 4º Distrito Policial de São Luís.

Henrique (foto) foi candidato a vereador de São Luís nas eleições de 2012 pelo PHS, com o nome de Cutrim Filho, quando obteve 1.738 votos. Ele faria 28 anos no dia 13 de julho.

Ele era um dos caçulas do deputado Raimundo Cutrim e tinha um irmão gêmeo. O velório será realizado na Pax União do Centro. (Fonte: G1)

sexta-feira, março 15, 2013

"Her" Por Christa Parravani

(Christa Parravani em New York, Janeiro de 2007
Foto: Fred Conrad - The New York Times)

(Christa Parravani / Foto: Nina Subin)

“Her” é um livro de memórias que fala sobre o amor, a dependência emocional e o vínculo que havia entre a autora, Christa e sua irmã gêmea Cara – que teve uma morte trágica.

As irmãs tinham uma conexão especial desde 1977, quando a mãe engravidou. Ambas casaram jovens e se tornaram profissionais de sucesso. Christa Parravani se tornou escritora e Cara Parravani, fotógrafa.

Mas, assombrada por experiências terríveis na infância e mais o trauma de ter sido estuprada na adolescência, Cara entrou em depressão, consumiu drogas e faleceu muito jovem em decorrência de uma overdose fatal. Christa conta que se sentiu mutilada, porque sua metade foi embora. Ela fala sobre o que é ser um gêmeo sobrevivente.

Obra: “HER”
Autora: Christa Parravani
Editora: Henry Holt and Company

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Darla e Kelli Grese (Virgínia, EUA)

Kelli Grese de Norfolk, Virgínia (EUA) - veterana da Marinha, se matou dia 11 de novembro de 2010 (Dia dos Veteranos). Ela teve uma overdose de Seroquel, um medicamento antipsicótico que era parte de um coquetel de medicamentos prescritos por médicos do “Hampton Veterans Administration Medical Center”.

Sua irmã gêmea, Darla Grese, de Virginia Beach, que também serviu na Marinha, entrou com um processo por imperícia contra o centro médico, pedindo US$ 5 milhões de indenização. O julgamento foi marcado para abril em Norfolk, mas esta semana Darla e governo americano chegaram a um acordo, conforme informou seu advogado, Bob Haddad. Se o juiz aprovar o acordo, o governo vai pagar 100 mil dólares à Darla. Ela espera que seu caso seja amplamente divulgado – para chamar a atenção da sociedade americana sobre o tratamento que os veteranos recebem quando sofrem estresse pós traumático ou depressão.

Darla disse em uma entrevista que durante um ano, os médicos do Centro Médico Hampton prescreveram 5.370 comprimidos de Klonopin à sua irmã idêntica, para o tratamento de transtorno de ansiedade. Além disso, Kelli recebeu outras doses de antipsicóticos, sedativos e antidepressivos. Darla disse que pediu várias vezes aos médicos que parassem de prescrever Seroquel, após Kelli ter tentado suicídio três vezes ao longo de oito meses.

Embora o governo norte americano não assuma a responsabilidade pela morte de Kelli Grese, seu advogado recebeu a seguinte mensagem: “O que aconteceu com Kelli Grese, nos dá oportunidade de ficarmos mais atentos com o tratamento dos nossos veteranos”.

"Eu preferia ir a julgamento, mas aceitei o acordo porque o valor indenizatório não era o objetivo. Queria apenas uma posição do Estado sobre a morte da minha irmã. O processo de cura é lento. No final do dia, eu não tenho mais a minha irmã, mas tenho sua história", finaliza Darla.

Por Kate Wiltrout / The Virginian Pilot

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Hannah recorda a dor da perda de Lucy

(Lucy, à esquerda, com Hannah. Elas eram inseparáveis)

Hannah Fitt recorda a dor da perda da irmã gêmea

“Enquanto eu observava minha irmã idêntica fazer as malas, senti uma mistura de emoções. Era 1998, Lucy estava indo para Uganda (África) para uma temporada como voluntária do “Right Hand Trust”, uma entidade cristã baseada em Welshpool – que dá aos jovens do Reino Unido a oportunidade de viver e trabalhar por oito meses em uma comunidade rural africana.

Eu estava me preparando para ir para a faculdade de arte na Universidade de Glamorgan. Tínhamos 18 anos, íamos ser separadas pela primeira vez. Foi extremamente difícil. Crescemos em Barry (sul do país de Gales) e só mamãe era capaz de nos diferenciar. Na escola, usavamos crachás para os colegas e professores saberem quem era quem.

A família não ficou surpresa quando soube que Lucy passaria uma temporada no exterior. Nós sempre trabalhamos juntas como voluntárias, e ela era muito aventureira – seu apelido era Indy, abreviação de Indiana Jones. Mesmo sabendo que sua ausência seria dolorosa, senti muito orgulho quando me despedindo dela no aeroporto. Lucy foi morar num orfanato numa área rural, cerca de três horas de Kampala, capital de Uganda. Naquela ocasião, mantinhamos contato por cartas e por raros telefonemas.

Lucy estava realizando um sonho, mas não sabia que estava vivendo em perigo. Durante uma visita a Kampala, em Março de 1999, Lucy optou por não participar de um grupo de oito turistas e quatro ugandeses em uma viagem para ver gorilas raros no Bwindi National Park, uma atração popular. Este grupo foi massacrado, aparentemente por rebeldes Rwandan Hutu.

Lucy ficou muito abalada e recebeu a orientação para não sair do hotel. Ela obedeceu a instrução, mas foi arrancada do hotel pelos rebeldes e foi forçada a assistir a morte de um homem de Uganda – assassinado em sua frente. Lucy não falava a língua deles, não sabia o que estava acontecendo. Ela pensou que iria morrer também. Logo depois, ela foi para a Embaixada Britânica e voltou pra casa, traumatizada. Na época, nós não tínhamos a noção de como este fato atingiria Lucy. Depois de um tempo, ela foi diagnosticada com estresse pós-traumático e transtorno obsessivo compulsivo.

Ver minha irmã gêmea passar por este disturbio emocional grave, foi de cortar o coração. Ela fez terapia e demorou dois anos para voltar a ter uma vida normal. Lucy não queria que o que havia acontecido em Uganda, a impedisse de fazer qualquer coisa. Ela continuou como voluntária no Reino Unido e estudou para obter o diploma de religião mundial e desenvolvimento internacional. Ela também voltou a viajar, visitando a Mongólia em uma viagem sozinha.

Também criamos juntas a banda ‘The Amber Hour’ - cantávamos e tocávamos guitarra. Chegamos a participar de vários festivais e shows pelo mundo, mas Lucy, ainda queria fazer algo para ajudar as comunidades atingidas pela pobreza na Àfrica.

Então, em 2006 ela criou a “The Safe Foundation” com o objetivo de levar o desenvolvimento sustentável para pequenas comunidades no mundo. A fundação que foi registrada em 2007 havia quatro diretores executivos, incluindo Lucy e eu, quatro curadores, além de quase 800 voluntários. Lucy trabalhava em tempo integral e em cinco anos, conseguimos levar 10 projetos (de saúde, educação e esporte) para nove países diferentes, incluindo Camboja, Uganda, Serra Leoa, Gana, Índia, Nepal e Reino Unido.

Em julho de 2012, Lucy aceitou entrar num programa financiado pelo governo galês para trabalhar pelos direitos das mulheres no Zâmbia, país africano, onde ficaria por três mêses. Obviamente estávamos preocupados com ela, mas sabíamos que que era isso que ela queria fazer. Mantinhamos contato pelas redes sociais, skype, telefonemas e vários e-mails, onde ela relatava com detalhes tudo que acontecia lá. Ela amava o Zâmbia e queria que todos nós fossemos morar lá. Ela escreveu em seu blog que, 14 anos após o incidente em Uganda, ela finalmente fez as pazes com o mundo. Eu estava tão feliz por ela!

Em 20 agosto de 2012 nossa avó materna faleceu aos 92 anos. Eu estava na Índia com um grupo de voluntários e Lucy estava na fronteira entre o Zambia e Zimbabwe com seu chefe e esposa. Não pudemos assistir ao funeral da nossa avó. Alguns dias depois, soube que minha irmã gêmea havia falecido. Ela morreu no mesmo dia que a nossa avó, num acidente na estrada. O motorista perdeu o controle da caminhonete quando um pneu estourou e Lucy que estava no bando de trás foi arremessada para fora.

Não tenho como descrever a dor que eu e minha família sentimos. Toda a nossa comunidade lamentou sua perda. Ela deixou uma lacuna pra sempre. Seu corpo foi trazido para casa e dia 06 de setembro de 2012 foi enterrado em Cardiff. Mais de 600 pessoas vieram prestar suas homenagens. Lucy foi uma inspiração para inúmeras pessoas. A experiência que ela viveu em Uganda aos 18 anos, resultou na fundação – um legado definitivo. Minha irmã se foi, mas nós vamos continuar trabalhando para manter vivo o seu principal propósito” Hannah Fitt, 32 anos, vive em Barry, Gales do Sul

Por Emily Januszewski / Friday Magazine

terça-feira, fevereiro 05, 2013

"O Ano Sabático" de João Tordo

O jornalista e escritor português João Tordo (foto), nasceu em 28 de agosto em Lisboa. Vencedor dos prêmios "José Saramago 2009" e "Literário Europeu 2012", João Tordo acaba de lançar "O Ano Sabático", uma obra que arrebatou o próprio autor. "Quando nasci, tinha um irmão gêmeo idêntico que morreu com algumas horas de vida. Essa história verdadeira faz parte da história ficcional do livro; talvez por isso me fascine tanto esse tema" afirma João Tordo ao jornal Diário Digital, de Portugal.

Sinopse - Depois de treze anos de vida desregrada no Québec, Hugo, um contrabaixista de jazz, decide tirar um ano sabático e volta à Lisboa, onde espera reencontrar o equilíbrio junto da família. Porém, logo numa das primeiras noites, assiste ao concerto do pianista Luís Stockman - e a almejada paz transforma-se no pior dos pesadelos: Stockman toca um tema inédito que Hugo conhece bem demais, pois é o mesmo que vem escrevendo há anos na sua cabeça…

Hugo começa ser confundindo com o pianista nas ruas de Lisboa - e a própria mãe lança a dúvida sobre a sua identidade. Então, Hugo começa uma busca obsessiva da verdade e do seu duplo, entrando num labirinto de memórias e contradições que o conduzirá a um destino muito mais funesto do que imaginara ao deixar Montreal. Mais tarde, curiosamente, Luís Stockman desaparece da cidade. O narrador enfrenta as assustadoras coincidências que unem, como num espelho, a vida dos dois músicos, Hugo e Luís.

"O Ano Sabático"
Editora: Dom Quixote
Autor: João Tordo

segunda-feira, janeiro 28, 2013

"A maior tragédia de nossas vidas" Fabrício Carpinejar

"A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS"

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados. Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro. Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos. Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu. As palavras perderam o sentido.

Fabrício Carpinejar – Poeta Gaúcho

Abaixo, uma das perdas desta tragédia:
[Em Brasília, onde mora há 21 anos, a advogada gaúcha Estela Lopes teve um domingo marcado pela tristeza e pela saudade. O primo, Vinicius Greff, de 24 anos, (foto) morreu dentro da boate. “Era um menino tão lindo, jovem, alegre, divertido, educado, gentil e muito amado por todos. Uma perda imensurável”, lamenta. Durante todo o dia, ela e a família ficaram na esperança de encontrar Vinicius com vida.
No fim da tarde, a morte do rapaz foi confirmada. “Os pais dele estão em choque e tiveram que ser medicados. Seu irmão gêmeo está inconsolável. Toda nossa família, espalhada pelo Rio Grande do Sul, pelo Paraná e por Brasília, se mobiliza para o enterro”, relatou Estela Lopes]. 
(Fonte: Diário de Pernambuco)

PS: Em junho de 2000, o Jornal Nacional noticiou a morte de 12 crianças carbonizadas em uma creche em Uruguaiana. Essa notícia me chocou muito, como todo caso lamentável que envolve crianças e jovens. Infelizmente, a dor volta ao Rio Grande do Sul. Muito triste. Que Deus console as famílias, inclusive os gêmeos sobreviventes deste episódio desolador.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Haider e Jamal Qadri são atacados no Paquistão

Haider e Jamal foram baleados em 2 de janeiro no Paquistão.

Os gêmeos idênticos Haider e Jamal Qadri, compartilhavam tudo, inclusive os amigos. Mas, no inicio desse ano, eles foram atacados no bairro onde moram (Agra Taj Colony) na cidade de Karachi, no Paquistão.

Os irmãos de 23 anos estavam indo ao colégio (Government Commerce College in Sultanabad) para prestar um exame. Haider no banco do passageiro e Jamal na direção. Quando eles pararam para calibrar os pneus do carro, foram abordados por assaltantes.

Os suspeitos dispararam dois tiros de uma pistola equipada com um silenciador. Um tiro acertou a cabeça de Jamal que faleceu na hora e outro perfurou o pescoço de Haider.

A polícia e testemunhas afirmaram que eram dois suspeitos, mas o pai dos gêmeos, Dr Abdul Ghafoor Qadri, disse que Haider contou que havia quatro homens em duas motocicletas. Dr Qadri é médico no Hospital Geral de Lyari e não compreende porque seus filhos foram alvejados. “Eu perdi o meu mundo” disse o pai desolado. Por Sameer Mandhro / Tribune

Não posso imaginar tamanha dor de um gêmeo sobrevivente...

quinta-feira, dezembro 20, 2012

"Manuela e Valentina" Por Mariana Dall’Acqua

(Mariana com a filha Valentina, gêmea sobrevivente / Foto: Ricardo Toscani)

"Uma história para repensar valores" 

Li e tentei resumir para reproduzir aqui, mas foi impossível. Vale a pena ler na íntegra o relato de Mariana, que teve filhas gêmeas. Infelizmente, Manuela não sobreviveu. Valentina lhe dá motivos para levantar da cama todos os dias.

A paulistana Mariana Dall’Acqua tinha certeza de que vivia um pesadelo durante os três meses em que praticamente morou numa UTI neonatal para cuidar de suas bebezinhas prematuras. "Estava enganada: lá era o paraíso, porque havia esperança, apesar da exaustão", diz.

Quatro meses depois da alta, uma Manuela adoeceu. E o que parecia uma febre inocente, revelou-se uma imunodeficiência grave. A pequena Manu se foi há pouco mais de um ano. "Acordar todos os dias dói, mas, se a vida me deu a Valentina, é porque minha missão ainda não acabou". Sabe quando você acorda, depois de ter tido um pesadelo, e pensa: "Ufa, foi só um sonho ruim?"

Queria muito que acontecesse comigo. Que eu acordasse numa manhã dessas e, aliviada, tivesse a certeza de que não vivi o que vivi. Porque todo dia em que abro os olhos e tomo consciência do que aconteceu é como se levasse um soco na cara. É um novo dia me dizendo que minha filha não está aqui, mas que eu tenho de me levantar.

Eu e Robson estavamos casados há três anos quando nossas garotinhas nasceram, em abril de 2010. Demorei um pouco para engravidar, já estava ficando meio neurótica. Mas foi só dar uma desencanada para a coisa acontecer. Eu já estava superfeliz com a gravidez em si, porém, quando fiz o ultrassom e a médica disse que eu esperava dois bebês, fiquei em êxtase. Sério: foi um dos momentos mais intensos da minha vida. Eu e meu marido choramos muito, num misto de choque, emoção, alegria extrema, tudo junto.

Bem, a gravidez correu de forma muito tranquila. Até... que no sétimo mês de gestação, passei mal como nunca tinha passado na vida. Sentia enjoos, vomitava muito, a barriga doía insanamente. É louco como nosso organismo avisa quando alguma coisa está errada. Logo que amanheceu fomos ao consultório da minha obstetra, que nos encaminhou à maternidade. Lá entendemos tudo: o cordão umbilical da Valentina estava fechando, impedindo que ela respirasse e recebesse alimentos.

O parto teria de ser feito imediatamente. Sentia tanta dor que não conseguia raciocinar direito. Só me lembro de fazer a minha médica prometer que tudo daria certo. As bebês nasceram com menos de 1 kg cada uma e tiveram de ficar três meses na UTI neonatal. Eu achava que aquilo era o inferno: ver as duas entubadas, lutando para viver. Mal sabia eu que, diante de tudo que ainda viveria, aquilo era o paraíso...

O caso delas é o que os médicos chamam de prematuro extremo. Elas corriam riscos, sim, especialmente a Valentina, que era menorzinha. Mas a cada dia, a cada semana, iam ganhando peso e melhorando. Ficar com elas no hospital foi um baita aprendizado. Aprendi até coisas técnicas, como o ponto certo para dar um leve peteleco quando elas tinham apneia (suspensão temporária da respiração) e precisavam de ajuda para voltar a respirar.

Como elas nasceram muito pequeninas, parecia que nunca ia chegar o dia de irmos para casa. Eu via todo mundo chegando e indo embora. E nós ficando. Não me esqueço do dia em que a médica responsável me disse que ia dar alta para as duas. A gente finalmente entraria em casa, todos juntos! É que é comum um bebê ter alta antes de outro e os pais voltarem para casa felizes com um nos braços, mas arrasados pelo que fica no hospital.

O fato é que sentia que algo não estava bem, apesar da aparente normalidade. Tinha uma angústia muito grande dentro de mim. Todos à minha volta tentavam me tranquilizar. "É o estresse da UTI, é a casa nova, são os hormônios, o pouco sono...", argumentavam. Quando a duplinha tinha pouco mais de 7 meses, em novembro daquele ano, voltei a trabalhar. Meu chefe até sugeriu que eu estendesse a licença, já que tinha desperdiçado três meses na UTI.
Mas decidi ir voltando aos poucos, começar com meio período.

Fazia duas semanas que eu tinha voltado ao batente quando a Manuela teve um episódio de febre alta. Mas, até aí, todo bebê tem febre, certo? Eu dava remédio, ela melhorava, depois a febre voltava... Os médicos diagnosticaram infecção urinária. Mas o tempo passava, e ela não ficava boa de vez. Os médicos decidiram interná-la para exames. A teoria da infecção continuava. Depois de cinco dias, como o quadro já tinha se estabilizado, a Manu recebeu alta.

Quando chegamos em casa, fizemos a maior festa junto com a Valentina. Tinha sido pesado voltar ao hospital com minha bebê, e a alegria de estar de volta era demais. Só que durou pouco, mais precisamente um dia. E a Manuela voltou a ter febre alta. Claro que eu estava assustada, mas nunca pensei que fosse grave. Me disseram que a Manu não produzia leucócitos, ou seja, o organismo dela não tinha imunidade. Minha filha sofria de Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave, e a única forma de combater essa doença era com um transplante de medula óssea. Eu e meu marido entramos em pânico.

Era uma corrida contra o tempo para encontrar um doador compatível. Enquanto buscávamos, Manu não podia pegar nem uma gripe. A família toda fez testes de compatibilidade. Enquanto aguardávamos na fila do transplante, ficamos com a Manu no hospital, num quarto todo protegido e com acesso restrito. Queria estar com a Manuela o tempo todo. Enquanto isso, a Valentina ficava com meus pais e com a babá. Todo mundo me dizia para eu ficar mais em casa, descansar, mas eu sabia que tinha de estar com a Manuela. Meu Deus, como era exaustivo! Valentina ali, tão bem, e a irmã no hospital.

Em dezembro, descobrimos um doador. Infelizmente, não tivemos muito tempo para comemorar. Duas semanas depois, Manu pegou uma gripe, que logo virou pneumonia. A data do transplante era sistematicamente adiada, porque ela não estava bem. Até que chegou o dia. Primeiro, ela passou por uma semana de quimioterapia. É como se os médicos “matassem” sua medula óssea para que a nova entrasse no lugar. Depois dessa semana, antes do transplante, haveria um dia de 'descanso' para ela.

Nesse dia, eu e Robson não pregamos o olho. A Manu também passou a noite inteirinha acordada. Cantamos para ela, conversamos bastante, trocamos muito carinho com nossa bebê. E ela lá, só olhando para a gente. Às 10h a equipe chegou com uma bolsa de sangue. Eram 200 ml da tal medula óssea, e o procedimento foi simples e rápido. Agora era só esperar que a medula 'pegasse', o que podia levar até um mês.

Onze dias após o transplante, ela passou muito mal à noite e perdeu os sentidos. Foi a 5ª vez que isso aconteceu, mas a primeira que me pediram para sair da sala para reanimá-la. Não me peçam para explicar o que sente uma mãe diante de uma situação assim. Eu, que já havia ouvido muitas vezes que o caso de minha filha era grave, dessa vez ouvi que era 'muito grave, mesmo'.

O médico dela apareceu por volta das 23h e disse que ela não resistiria. Teria sofrido menos se tivessem arrancado meu coração sem anestesia. Dois dias antes, me lembro de ter encostado meu rosto no corpinho dela e dito que logo, logo, aquilo tudo ia acabar, para o bem ou para o mal. Parece que eu já esperava. Manu não era ela, estava inchada, com os bracinhos cheios de furos. Manu se foi às 11h do dia seguinte.

A primeira coisa que fiz foi pedir aos médicos que retirassem os tubos da Manu e me deixassem pegá-la no colo. Depois que ela foi entubada, nunca mais pude carregá-la. Ficava só pertinho, fazendo carinho. Sofria pensando que minha Manu poderia achar que eu a estava abandonando. Eu não suportava mais tudo aquilo. Só queria que acabasse rápido, por isso não fizemos velório. Aquele corpinho já não se parecia mais com a minha Manuela.

No mesmo dia, à tarde, ela foi enterrada. Minha mãe só avisou os amigos e parentes mais próximos. No cemitério, as pessoas vinham falar comigo, mas eu estava esgotada, não escutava mais nada. Só queria pegar meu marido e ir embora.

Quando finalmente cheguei em casa e segurei a Valentina no colo, senti que aquilo tinha de fato acabado. A primeira noite foi a mais difícil. Eu só pensava que precisava dar um jeito de me matar porque simplesmente não iria conseguir viver com aquela dor. Mas estava tão cansada que não conseguia nem pensar em como fazer aquilo. Decidi que descansaria um pouco e aí daria um jeito de fazer sem que ninguém sofresse.

De manhã, acordei com a voz da Valentina. Foi automático: levantei e fui cuidar dela. Porque é isso que as mães fazem. Eu já não sabia como era sua rotina: a que horas mamava, a que horas tomava banho.

Fui aos pouquinhos sendo para a Valentina a mãe que eu ainda não tinha conseguido ser. Havia dedicado três meses exclusivamente para a Manu. E, se tivesse de dedicar uma vida, certamente dedicaria. Então como poderia pensar em me matar e abandonar a Valentina? Foi isso que me fez e me faz ter forças.

Virei uma mãe superprotetora, como já era de se esperar. Se a Valentina espirra, fico louca de preocupação. Ainda choro muito, todos os dias: vou chorando para o trabalho, volto chorando para casa, choro no banho. Mas sempre longe da Valentina, porque não quero que ela viva num ambiente triste. Por um momento, achei que não fosse sobreviver, mas, se a vida me deu a Valentina, é porque tenho outra missão para cumprir por aqui.

Me lembro de ver os carros pela janela do hospital, durante o tempo em que a Manu estava internada, e pensar: "Por que as pessoas continuam vivendo?". O maior amor que já senti na vida foi por minha Manuela. Agora é meu amor pela Valentina que vai salvar a minha vida. (Fonte: Revista Glamour)

quarta-feira, dezembro 05, 2012

"Paula e Tatiana de Castro" Por Andreia de Castro

(Andreia, Vanderlei, Gabriela, Alicia e Paula)

“Sou mãe de Gabriela (14 anos) e Alicia (6 anos). Aos 37 anos programei minha terceira gravidez e na oitava semana descobri que esperava dois bebês. Senti uma grande alegria e um enorme susto ao mesmo tempo! Na 19ª semana descobri que eram duas meninas idênticas (univitelinas), que se chamariam Rafaela e Fernanda.

Na 26ª semana foi diagnosticado a Síndrome de Transfusão Feto Fetal. Fui internada no dia 23 de março de 2011, e no dia 14 do mês seguinte, minhas filhas nasceram precocemente, porque a bebê menor estava com hidropsia*

Do momento do nascimento, eu mudei de ideia em relação aos nomes e escolhi o nome dos médicos que cuidaram de mim no Hospital São Paulo, homenageando o Dr Paulo e a Dra Tatiana.

Tatiana ficou internada 15 dias e devido aos rins não funcionarem, e diversas outras complicações, ela faleceu no dia 29 de abril de 2011. Paula ficou 79 dias internada, passou por duas cirurgias (intestino e olhos), chegou a pesar 930 gramas, mas graças a Deus, se recuperou e recebeu alta.

Aproveito para deixar registrado o nosso profundo agradecimento à equipe do Hospital São Paulo, bem como à UTI Neonatal do Hospital Estadual de Diadema. Nossa alegria não foi completa, mas Deus permitiu que nossa dor também não fosse. Somos gratos por Ele ter-nos permitido trazer um dos nossos tesouros para casa. Sempre dizemos que temos um milagre e um anjo”

Um grande abraço de Andreia Temistocles de Castro e família!

São Paulo / SP

*Hidropsia é o acumulo de edema fluído no feto durante o crescimento intra-uterino. As causas da hidropsia fetal são diversas. Até recentemente a causa mais comum era a anemia hemolítica causada por incompatibilidade do grupo sanguíneo RH entre a mãe e o feto (Hidropsia Imune). Quando o feto herda eritrócitos antigênicos determinantes do pai e que são estranhos para a mãe, poderá ocorrer uma reação imune materna, induzindo doença hemolítica no neonato. Por Maria de Souza / Blog Biopatologia

segunda-feira, novembro 26, 2012

A história de Jerry Hall, ex mulher de Mick Jagger

(Mick Jagger entre as gêmeas Terry e Jerry)

As gêmeas Jerry Faye e Terry Jaye Hall nasceram em 2 de julho de 1956, no Texas (EUA). Jerry é modelo e atriz, mas ficou mais conhecida pelo seu relacionamento com Mick Jagger dos Rolling Stones - com quem teve cinco filhos, incluindo gêmeos.

(Jerry e Mick Jagger com os filhos Elizabeth e 
o gêmeo sobrevivente, James)

Em 1975 Jerry conheceu e se apaixonou por Bryan Ferry - um músico inglês que ficou conhecido como vocalista da banda Roxy Music. Em 1976 Jerry foi morar com ele na Inglaterra, mas em 1977 ele partiu para uma turnê mundial e ela se sentindo só (com apenas 20 anos) decidiu voltar para NY.

Dia 21 de maio de 1977 Jerry conheceu Mick Jagger. “Eu iria comemorar essa data nos próximos 23 anos. Mick era gentil, charmoso, engraçado e fascinante” diz ela em sua biografia. Neste mesmo ano, o pai de Jerry faleceu e Mick foi fundamental no período do luto.

Em março de 1984 Jerry e Mick tiveram a primeira filha, Elizabeth (foto acima). Quando ela estava com 9 meses de idade, Jerry descobriu que estava grávida de novo. "Mick quase desmaiou quando eu contei que estava esperando gêmeos".

Mas no terceiro mês de gestação, os médicos disseram que os gêmeos tinham tamanhos bem diferentes. Um era bem maior que o outro. No quinto mês de gestação, o coração do gêmeo menor parou de bater. A partir daí, Jerry ficou em repouso absoluto para tentar segurar o bebê vivo.

James, o gêmeo sobrevivente nasceu em agosto de 1985. Ele era lindo e saudável, mas Jerry sofreu depressão pós-parto. “Eu estava ocupada com as crianças enquanto Mick estava ocupado com os Rolling Stones. Nossa terceira filha, Georgia, nasceu em janeiro de 1992, e Gabriel, nosso quarto filho, nasceu em dezembro de 1997.

Jerry Hall e Mick Jagger se casaram em 1990 e ficaram juntos até 1999 quando Jerry descobriu que a então modelo brasileira, Luciana Gimenez, esperava um filho de Mick Jagger.

"Eu sabia de sua fama de mulherengo, mas eu tinha esperança de que ele mudaria. Já havia tentado romper com Mick outras vezes, sabendo da sua infidelidade, mas ter um filho com outra mulher foi a gota d’agua.” relata Jerry Hall no livro. Por Jo Macfarlane / Daily Mail

The Rolling Stones é um grupo inglês de rock formado em 12 de julho de 1962. É uma das bandas mais antigas ainda em atividade. Formado por Brian Jones, Keith Richards, Mick Jagger, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo calcava sua sonoridade no blues.

Em 1993, Bill Wyman deixou o grupo, mas ainda mantém fortes ligações com a banda. Para o seu lugar é escalado o baixista Darryl Jones, que é apenas músico contratado, não sendo considerado membro oficial.

Uma curiosidade: Mick Jagger e Keith Richards escreviam as canções usando o pseudônimo de Glimmer Twins.

Os roqueiros veteranos acabam de lançar o álbum “GRRR!” para celebrar os 50 anos da banda!

terça-feira, novembro 13, 2012

A alegria e o luto de Kerry Carruthers

(Kerry Carruthers, com os filhos Lucia e Morgan)

Mãe carrega gêmea morta no útero para salvar vida da irmã

Kerry Carruthers, que mora em Cornwall, na Inglaterra, descobriu na 24ª semana de gravidez que uma de suas filhas gêmeas morreu após uma cirurgia a laser para corrigir a síndrome de transfusão feto-fetal.

(Lucia lutando pela vida na UTI Neonatal)

Essa condição ocorre em cerca de 15% de gêmeos idênticos que compartilham a mesma placenta e o fornecimento de sangue no útero. Como há pouco sangue e líquido amniótico, o bebê não consegue se desenvolver muito bem.

Como consequência da doença, um dos bebês de Kerry morreu e, para salvar a vida do outro, ela precisou carregá-lo morto em seu útero até entrar em trabalho de parto, segundo o site do jornal Daily Mail.

"Foi de partir o coração ter de escolher um berço para uma e um caixão para outra".

Somente 12 dias depois Kerry conseguiu se despedir definitivamente de sua filha (Maddison) em uma cerimônia na igreja. (Fonte: Portal R7)

PS: A notícia acima me fez lembrar o relato emocionante de Rosi Paulino, que disse “Não questiono o fato de ter carregado um feto sem vida. Sou grata pelo filho que sobreviveu”

segunda-feira, outubro 29, 2012

"Vitória, João Vitor e Pedro" Por Jô Francetto

(João Vitor e Vitória)

"Prosa & Sexo" Por Jô Francetto

Gerei três vidas, meus grandes amores...

Casei sabendo que teria dificuldades para engravidar. Recorremos ao tratamento FIV (fertilização in vitro) e na terceira tentativa fiquei grávida de trigêmeos. Foram implantados três embriões e todos se fixaram. No início foi um susto muito grande. Apesar de querer muito ser mãe, fiquei desesperada, porque pensava: ‘estou esperando trigêmeos e agora??’

Quando digo susto é susto mesmo, já no ultrassom ouvimos o coraçãozinhos dos três. Eram um tum-tum-tum que não acabava mais. E a partir daí não paramos mais de levar sustos (até hoje...). No 5º mês de gestação parecia tudo tão bem e mais um imenso susto, foi diagnosticado mielomeningocele* em uma das crianças, no caso, o Pedro.

Chegou o dia do nascimento, 22 de outubro de 1998. Minha bolsa rompeu na 32ª semana. João Vitor foi o primeiro, Pedro o segundo e depois a Vitória. Eu estava desesperada apesar de estar muito bem atendida por todos. O médico veio mostra-los para mim. Como mãe, ver os meus três bebês com os olhos do coração – eles eram lindos e perfeitos!

Os três ficaram na UTI neonatal. Pensei: ‘Meu Deus, eu não vou dar conta de tudo isso!’ Ver aquelas crianças na incubadora, me assustou novamente. Foram dias horríveis, porque no mesmo momento em que eu vibrava com os resultados bons com o João Vitor e Vitória, o Pedro passava por uma cirurgia.

Um dos maiores prazeres era extrair (no máximo) meu leite manualmente para alimentar meus pequenos e ainda levar todo santo dia um ou dois frascos para o lactário, para alimentar outras crianças. Isso não é um milagre??

Quando o João Vitor foi para o quarto, a Vitória e o Pedro continuaram na UTI neonatal. Daí o João Vitor foi para minha casa, a Vitória para o quarto e o Pedro continuou na UTI. Eram três situações distintas: a alegria de um bebê estar em casa, o alívio de o outro bebê estar no quarto e a preocupação do Pedro ainda na UTI Neonatal.

Depois de 28 dias, recebemos um telefonema do hospital informando que a Vitória havia recebido alta, então fomos busca-la. Quase duas horas depois, recebemos outra ligação do hospital. O Dr. Ananias nos informou que o Pedro havia falecido. Os rins paralisaram. Eram tantas coisinhas, ele tão frágil e já havia sido submetido à cirurgia, que acabou complicando e então ele se foi.

Não devemos desistir dos nossos sonhos. Eu faria tudo de novo, mesmo tendo passado pela dor e alegria de comemorar o aniversário de um ano dos meus filhos, João Vitor e Vitória, junto com a data de morte do Pedro. Tive que aprender a lidar com a alegria de celebrar a vida de dois filhos e a dor da ausência de um - nosso anjinho Pedro, que sempre faz falta.

Ser mãe do João Vitor e Vitória Francetto Paes de Almeida é a maior alegria que se pode ter. Tudo aqui em casa é multiplicado: os beijos, as massagens a quatro mãos, os abraços, os desenhos quando pequenos, as broncas, a delícia de poder acompanhar a puberdade masculina e feminina ao mesmo tempo, as risadas fora de hora, as brigas, os ciúmes de que eu gosto mais dela ou protejo mais ele. As loucuras na hora das tarefas, na individualidade e diferenças de cada um.

Ufa!!! Quanto amor.. ..quanta vida....quanta alegria ser mãe em dose dupla! Agradeço a Deus pela dádiva de ter gerado três vidas ao mesmo tempo!”

Jô Francetto - Pedagoga e Educadora Sexual
Contato: jocimara.francetto@gmail.com

Piracicaba / SP

*A Mielomeningocele, mais conhecida como Espinha Bífida, é uma má formação congênita da coluna vertebral da criança, dificultando a função primordial de proteção da medula espinhal, que é o "tronco" de ligação entre o cérebro e os nervos periféricos do corpo humano.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Jacob Reed, gêmeo sobrevivente

Bebê nasce saudável após 12 pedidos de aborto negado

Durante a gestação de gêmeos, Pipa, teve um de seus filhos retirado por complicações vitais. O outro gêmeo permaneceu na barriga da mãe. Os médicos estimaram apenas 3% de chance de vida para a criança e a alertaram cerca de 12 vezes que a mulher deveria retirar o filho. Pipa negou o pedido de aborto todas as vezes e disse: "Onde há uma batida de coração, há esperança".

A criança nasceu e depois de algumas complicações e procedimentos cirúrgicos, Jacob Reed voltou para casa em Burton-on-Trent, Staffs, na Inglaterra. O bebê tem apresentado uma melhora diária, deixando os médicos cada vez mais surpresos. (Fonte: O Dia)

segunda-feira, julho 16, 2012

Faith Evangeline Elisa Grammer - Sobrevivente

Allen Kelsey Grammer, nascido em fevereiro de 1955 é um ator, diretor e roteirista americano, conhecido principalmente por interpretar durante 20 anos o mesmo papel: "Doutor Frasier Crane" em duas famosas comédias: Cheers e Frasier. Kelsey também dublou alguns desenhos animados. Entre eles, o de maior destaque, o Sideshow Bob em Os Simpsons. O ator também atuou no filme X-Men 3, interpretando Fera.

O ator Kelsey Grammer e a mulher dele, Kayte, que estava grávida de gêmeos, deu à luz uma menina na sexta-feira (13/07), mas a notícia veio com o triste anúncio do aborto do menino que o casal esperava. Faith Evangeline Elisa Grammer, nasceu à 1h e é a primeira filha do casal, que casou em fevereiro de 2011. "A perda foi indescritivelmente dolorosa, mas escolhemos celebrar a vida que nos foi dada", disse o casal em comunicado.
Por Bob Tourtellotte / Portal Terra

Michele Cristina Fernandes Kaubatz de Rio Claro II

Conforme postado aqui, no dia 19 de maio de 2012, Michele Cristina Fernandes Kaubatz de Rio Claro (SP) deu à luz as quadrigêmeas Mariana, Carolina, Vitória e Beatriz na 28ª semana de gestação.

Todas as bebês nasceram pesando menos de um quilo e foram para a UTI Neonatal da Santa Casa da cidade. Infelizmente, somente Carolina sobreviveu. Beatriz faleceu dia 23 de maio. Vitória faleceu dia 27 de junho e ontem (15/07) Mariana faleceu e ela está sendo velada no Cemitério das Palmeiras.

Ela eve ser enterrada às 14 horas desta segunda-feira. Segundo a funerária responsável pelo enterro, a morte ocorreu devido à prematuridade pulmonar da criança. Michele engravidou de quadrigêmeas naturalmente! Segundo a Confederação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, este caso ocorre a cada 1,5 milhão de gestantes.

Michele tem um filho mais velho de 2 anos e agora está com Carolina, a gêmea sobrevivente, ainda na UTI Neonatal. A família precisa de oração!

Por Janyne Godoy / Jornal Cidade

quarta-feira, julho 11, 2012

José Leandro e José Leonardo (Bahia)

Homofobia: Gêmeo sobrevivente fala sobre a perda do irmão. 

Os gêmeos José Leandro da Silva e José Leonardo, de 22 anos, foram vítimas de um ataque de ódio na saída de uma festa dia (24/06) na cidade de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, Bahia. Eles foram confundidos com um casal homossexual e foram espancados.

Os irmãos estavam andando abraçados, quando um microônibus parou ao lado deles e oito jovens desceram, gritando. Os agressores bateram nos gêmeos com um punhal, socos e pedradas e deixaram claro que o motivo do ataque era o preconceito contra homossexuais.

Leonardo não resistiu à violência dos golpes na cabeça e morreu no hospital. Leandro, que sobreviveu, falou emocionado sobre o sofrimento pela morte do irmão. “Meu irmão era tudo para mim. Não consigo esquecer. Nosso amor era imenso”. A namorada de Leonardo, Naiara Gomes, grávida de quatro meses, disse que sua vida foi destruída.

Cinco dos 8 agressores foram capturados pouco depois da ação violenta e transferidos para o presídio de Salvador. Na delegacia, eles afirmaram que o incidente foi uma briga, mas a delegada acredita que foi um caso de homofobia. “Hoje eu posso dizer que eles agiram por conta de discriminação. Cometeram esse homicídio hediondo, absurdo, por conta de um preconceito” disse ela.

Leandro pede justiça pela morte do irmão. “Eu quero justiça. Esse caso não pode ficar impune” (Fonte: Portal R7)

PS: Os leitores sabem que não tenho hábito de postar notícias tristes, mas este caso me chamou a atenção. Lamento muito a perda irreparável de José Leandro, gêmeo sobrevivente. Fiquei compadecida.